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Quarta-feira, 13 de Outubro de 2010

Parque Urbano de Olhão (UOP8)

betonização avança sem aprovação do Plano de Pormenor

Conforme já se vislumbrava em Agosto de 2009, Francisco Leal na campanha para as autárquicas que se aproximavam, onde renovou o mandato para Presidente da Câmara de Olhão, apresentou como promessa eleitoral a aprovação do Plano de Pormenor para a UOP8, o Parque Urbano da Cidade de Olhão.

Prometia ele, para uma área de 44 hectares já inseridos na malha urbana a sua requalificação, com a criação de uma zona verde com espaços de lazer e ocupação para a população do concelho e visitantes de que Olhão estava necessitado, reconhecia ele.

Previa para o Parque a instalação de vários  equipamentos: circuito de manutenção, anfiteatro ao ar livre, viveiros municipais, escola de jardinagem, quinta pedagógica, espaço aventuras, espaço para desportos radicais, instalações de apoio e alojamento para jovens, outros equipamentos que sejam compatíveis com os princípios,orientadores e que reforcem a atractividade da cidade de Olhão.

Para as construções já existentes implantadas de forma desordenada, o Estudo Prévio deveria apresentar a sua integração nas características do Parque e para a zona circundante, a orla circundante, as novas edificações deveriam subordinar-se á finalidade do Parque:

- Requalificando toda a Área Urbana e Urbanizável envolvente ao Parque atendendo aos índices estabelecidos no PDM;

- Criar uma estrutura viária que articule os tecidos urbanos confinantes;

- Criar estacionamentos de apoio aos utentes do parque;

- Valorizar o espaço público dando-lhe um carácter fortemente

urbano;

- Prever a construção de edifícios de habitação na orla do parque,

prevendo as redes de infra-estruturas e de saneamento;

- Requalificar as construções existentes;

- Articular a E.N. 125 com o Parque Urbano 

Hoje a pouco mais de um ano das promessas eleitorais, sem conhecido a finalização do Estudo Prévio e muito menos da discussão pública e aprovação do Plano de Pormenor, o que assistimos é a ocupação da área destinada para o Parque com o avanço frenético de edificações e urbanizações, imunes à crise, com a destruição do que resta do já degradado património ambiental.

 

É o abate de dezenas de pinheiros mansos  (Pinus pinea), alguns centenários, na zona de maior número de exemplares do concelho, e a ocupação de hectares de terrenos em pousio e agrícolas para betonização, desarticulados com a promessa para a zona, que afinal foi de eleitoralismo puro.

É a cedência aos interesses imobiliários que tão boa representação parece terem dentro da Câmara, em desfavor da qualidade de vida da população do concelho.

É necessário um travão a este despudor.

publicado por Raul Coelho às 14:44
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Domingo, 6 de Junho de 2010

onde eram os viveiros municipais de Olhão

Olhão, 6 de Junho de 2010

A Câmara de Olhão arrepiou caminho e mostra bom senso ao desistir de implantar um tapume vegetal a servir de barreira sonora neste novo ajardinamento.

A vingar a ideia de tão evidente estapafúrdice, jamais poderíamos vir a ter estas imagens.

 

publicado por Raul Coelho às 10:57
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Quinta-feira, 1 de Abril de 2010

podia mas não foi

Olhão, 1 de Abril de 2010

Poderia ter sido diferente

o desenvolvimento urbanístico de Olhão nesta zona assim como o enquadramento paisagístico do antigo Dispensário.

Mas não foi.

na actualidade
há 48 anos atrás, do arquivo da APOS 
publicado por Raul Coelho às 19:50
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Sábado, 27 de Março de 2010

À Junta de Freguesia de Olhão

Olhão, 27 de Março de 2010

Exma. Sra. Dra. Gracinda Rendeiro, Presidenta da Junta de Freguesia de Olhão, queira receber os meus cumprimentos e votos para que lhe esteja a decorrer pessoalmente o novo exercício do seu mandato autárquico ao seu desejo, que certamente desejará que corresponda ao que os fregueses esperam.

Tive uma visão, um sonho, que não poderei deixar de partilhar com a senhora e que desde já estou ousadamente convencido que ficará agradada como eu fiquei, ou não fossemos olhanenses amantes do nosso Olhão.

Numa recente reunião, em que numa representação do Somos Olhão! lhe fomos pedir a disponibilização de um espaço para as nossas reuniões associativas, fiquei a conhecer carências que a Sra. deixou transparecer com que a Junta também se debate: falta de receitas, até é a única Junta do Concelho que não cobra com os mortos, pois não tem cemitério; e também de espaço, em que até os cursos de formação que organiza tem de ser ministrados nos corredores atafulhados da sede.

Se para o cemitério não sonhei solução, para o espaço encontrei-o mesmo a lado da actual Sede da Junta, no edifício do antigo Grémio das Conservas.

 

Edifício à espera do camartelo e espaço pelo betão em altura, que outra coisa não vê o seu compincha presidente camarário, mas que é indissociável da memória dos tempos em que a indústria de conservas movia e os seus donos mandavam em Olhão.

Ocupa uma área considerável que a gula  imobiliária não vai deixar incólume, com esta crise marafada, não dá para agora as aventuras especulativas, mas como não vai ser eterna é só aguardar.

 

clique na imagem para ver mapa

Estou a ver a Sede da Junta e uns anexos mais aquilo que ainda não houve coragem de ser assumido com vontade, não digo já um Museu, mas pelo menos, um Núcleo Museológico da Indústria Conserveira, tanto mais que a amostra existente no Chalé João Lúcio foi despejado para escritório da Sra. Valentina Calixto, onde pudesse estar vivamente reunidos os artefactos, equipamentos e tudo o mais ilustrativo desta actividade económica que com a pesca estão na base da criação e desenvolvimento de Olhão até um passado ainda recente.

Não consegui “visualizar” quem estava à frente da concretização deste sonho, mas pelo que vejo nos actuais figurantes autárquicos a Sra. tinha um papel importante.

Queira aceitar as minhas desculpas se por acaso expectei mais do que aquilo que a Sra. ousa.

publicado por Raul Coelho às 11:39
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Quarta-feira, 24 de Março de 2010

Os Mercados de Olhão – Exposição

Olhão, 24 de Março de 2010

Está, no Museu Municipal de Olhão, aberta ao público até 15 de Maio uma exposição documental da responsabilidade do Arquivo Histórico Municipal, é pequena que chegue para uma sala mas chega para dar uma ideia da génese imediata da edificação deste conjunto arquitectónico emblemático da cidade.

 

 

Uma lição de transparência no tempo em que era presidente da Câmara José Maria da Pádua e que o actual, Francisco Leal não consegue já aprender.

Era no dia 15 de Outubro do Ano de Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo 1865 que estando nos Paços do Concelho o já citado José da Pádua mais três Vereadores “foi ordenado ao Porteiro, à altura um tal António Pedro Ruiz que pusesse em praça pública a construção da obra do Telheiro da nova praça do peixe . . . a quem a quisesse fazer mais em conta po modo mais vantajoso para o Municipio .  . . e dando logo o dito Porteiro execução a este madato, andando rua abaixo e rua acima apregoando alto e bom som e recebendo . . .” e foi João Batista Pepe oficial de Pedreiro desta mesma Vila que ficou com a obra por dois contos duzentos e cinquenta mil reis a executar até 31 de Julho do ano seguinte.

Hoje as obras da Câmara, de um modo geral, são decididas pelo presidente com entrega da execução ao amigalhaço engenheiro chamado a concurso para consulta à melhor repartição do orçamento pelos figurantes processuais, tudo, dispensando os bons ofícios publicitários do Porteiro.

Este Telheiro de 1865 ainda não foi o que deu origem aos edifícios dos actuais Mercados, estes arrancaram em 1912 segundo o traço da responsabilidade do farense José Lopes Rosário, Construtor de Obras Públicas e seguidor das modernices da época, com a utilização do ferro.

Os edifícios um para o peixe outro para as verduras foram construídos em terreno já então roubado à Ria, à Praia do Canal de Olhão, para dar consolidação à construção recorreu-se a “forma particular e curiosa, na medida em cada uma delas está apoiada em 88 estacas ligadas entre si por arcos de alvenaria de tijolo. O processo de fixação das estacas foi de tal forma avançado para a época que ficou na memória da população.”

Ainda hoje há por ali o Bate Estacas.

publicado por Raul Coelho às 19:49
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Domingo, 7 de Março de 2010

uma proposta com valor para Olhão

Olhão, 7 de Março de 2010

Consta na Proposta do BE para o PIDDAC 2010 – Algarve a

 

Independentemente de vir ou não a ser contemplada no Orçamento de Estado é uma proposta que deve merecer toda a atenção da autarquia de Olhão, é mais uma do activo e activista freguês de Quelfes, Sérgio Miguel.
Para além do valor como um equipamento inexistente para a juventude em Olhão trás ainda as mais valias de permitir requalificar um edifício, o ex-Ria Sol que já foi a Estalagem Caíque, a avançar rapidamente para a degradação sem que a nova função traga para a zona acréscimo de trânsito automóvel

 

A Sociedade de Reabilitação Urbana de Olhão tem uma palavra importante e o seu líder, o vereador Carlos Martins uma oportunidade para mostrar que sabe mais que fazer cimento e levantar tijolo.

 

publicado por Raul Coelho às 16:54
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Quarta-feira, 13 de Maio de 2009

fora da lei, o urbanismo da Câmara de Olhão

Olhão, 13 de Maio de 2009

 

está consumada a demolição de mais um edifício na frente ribeirinha de Olhão sem que tivesse sido salvaguardado o enquadramento arquitectónico e a zona protegida circunvizinha aos Mercados Municipais.
Esta demolição e aprovação do projecto de arquitectura para o local só poderiam ser feitos mediante parecer prévio dos Serviços dos Bens Culturais do Ministério da Cultura, o que não aconteceu como se pode confirmar, por estar numa Zona Protegida, a menos de 50 metros de um edifício em vias de qualificação, o conjunto dos Mercados Municipais.
Esta é só uma das ilegalidades que se está a cometer nesta obra, já anteriormente não havia sido afixado o aviso com a pretensão da obra a construir, na fase de consulta, nem agora existe  novo aviso a informar da obra aprovada.
É a retroescavadora e o camartelo o destino da Zona Histórica de Olhão, que ainda não estando aprovada já tem Sociedade Municipal (aprovada no último dia 29) para mais uns ordenados tachões para apaniguados e gerir fundos comunitários em benefício da cozedura imobiliário pato-bravista participante na gestão camarária.
Há que pôr fim a esta pouca vergonha.
 

 

publicado por Raul Coelho às 17:11
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