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Sábado, 30 de Maio de 2009

as Conferências da APOS

Olhão, 30 de Maio de 2009

 

António Simões Júnior é hoje um praticamente desconhecido em Olhão.
Foi em 1922 que aqui nasceu, em 1947 andava envolvido nas lutas do MUD – Juvenil e na ressaca do Encontro Juvenil de Bela Mandil foi forçado a exilar-se, morreu na Argentina.
 
Escreveu, mais de 16 livros todos em castelhano, passados a português conhecemos alguns na Biblioteca digital da APOS.
Hoje na Recreativa rica vão estar Joaquim Silvestre, Varela Pires e o Paula Brito para falar e dar a conhecer quem foi este Júnior que Olhão ainda não reconhece ser Sénior.
 
Manuel Madeira, amigo e companheiro de muitas lutas e sonhos de juventude também vai estar a recordá-lo, e, nós também podemos estar lá para aprendermos alguma coisa.
 
É às 15Horas.

 

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Terça-feira, 29 de Julho de 2008

protesto/reclamação

Olhão, 29 de Julho de 2008

 

Este é o texto da carta que enviei ao Presidente da Assembleia Municipal de Olhão, dr. Filipe Ramires, com conhecimento ao Presidente da Câmara de Olhão, eng. Francisco Leal, para que este não diga que se anda a acusá-lo, nas costas, sem fundamento. Dou conhecimento aos leitores do "Bate Estacas" porque também podem ser parte interessada.

Exmo. Sr.
Presidente da
Assembleia Municipal de
Olhão
 
 
 
 
 
 
 
Olhão, 29 de Julho de 2008  
C./c: ao Exmo. Sr.
Presidente da C. M. de Olhão
de Olhão
e a todos que a queiram ler.
Assunto: protesto
Exmo. Sr.
Decorreu a consulta pública à Proposta da Câmara de Olhão aos Termos de Referência ao Plano de Pormenor da Zona Histórica de Olhão que teve início no dia um deste mês, isto é com certeza do seu conhecimento, o que estou convencido que não sabe é como decorreu e em que condições, ao arrepio das normas legais que deve reger a administração pública, matéria em que o Sr. é académica e profissionalmente entendido, e da Democracia, que também acredito que continua a defender, tanto mais que foi nesse pressuposto que foi eleito para o cargo que desempenha.
O Sr. que é um filho d’Olhão de boa cepa e tão velha como Olhão, não pode ficar indiferente.
 Não acredito que tenha degenerado, ainda me lembro quando o Sr. formava a sua consciência política na juventude e lhe modelou certamente a da idade adulta.
 As longas discussões pela noite dentro em que defendia, creio que de forma exploratória para enriquecer a argumentação na matéria, as teses sócio e antropológicas mais ultra conservadoras da Europa mas com cátedra moreirista nova em Portugal, mescladas com a admiração pela “Primavera Marcelista” e as bandeiras da então Oposição Democrática a Liberdade e a Democracia.
O 25 de Abril aconteceu e estivemos em ismos diferentes, e, depois juntos numa plataforma donde não saltámos juntos, o Sr. foi para o Partido Socialista e eu continuei político mas sem partido formal.
Repito, acredito que é democrata.
Esta consulta pública decorreu sem que os principais visados e daí interessados, os moradores da Zona de Intervenção, assim todos os outros tivessem conhecimento.
Pela lei invocada no Anúncio camarário, este e a documentação deveria estar disponível na Secretaria da Câmara, e estava, na Sede da Junta de Freguesia de Olhão, não estava no dia 18, e no site da CMO não aconteceu até hoje, os anúncios nos “lugares de costume”, ainda estão para ser afixados, o jornal do Olhanense publicou na edição de 15 de Julho mas distribuída a 18.
O Presidente da Assembleia Municipal desempenha as suas funções agindo e omitindo, só compreendo a sua inacção neste caso por desconhecimento mas que tem obrigação de saber, mas que desculpa-se, é humano e não tem mil olhos e ouvidos para saber tudo.
Convido-o a confirmar e agir.
O Sr. não pode pactuar com a presidência da Câmara – responsável por esta ilegalidade – com esta situação, a sua solidariedade com os olhanenses e Olhão deve sobrepor-se à partidária.
O que esta em causa é a lei base do que virá a ser o Plano de Pormenor para a zona mais nobre do nosso Olhão, que vai regulamentar durante anos como se vai desenvolver esta Cidade querida e como ela será no futuro se com ou sem registo edificado do passado.
Para que não ignore mais do que se passa em Olhão, leia de vez em quando o meu blog, o Bate Estacas em: http://obatestacas.blogs.sapo.pt/ , que eu vou passar a ler atentamente os seus editais.
Cordiais saudações
do cidadão eleitor no concelho e com o BI n.º : 2xxxxxxx
 
 
                                                         _______________________

 

publicado por Raul Coelho às 11:39
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Segunda-feira, 28 de Julho de 2008

acerto de contas com os leitores do Bate Estacas

Olhão, 28 de Julho de 2008

 

Entreguei hoje a minha proposta de alterações aos Termos de Referência,  para quem estiver interessado em a ler é clicar aqui.
Quanto à carta que dirigi à Junta de Freguesia de Olhão, foi-me explicado pela própria presidente que por infeliz coincidência no dia em eu fui à Junta a documentação estava na sua mão para estudo e que de resto sempre lá esteve, bem não estava mas devia estar.

 

publicado por Raul Coelho às 10:54
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Domingo, 20 de Julho de 2008

O que vou propor para alterar aos Termos de Referência - Zona Histórica de Olhão

Olhão, 20 de Julho de 2008

 

Como bom português vou entregar a minha proposta mesmo na data limite, não enjeito fazer até lá alterações porque até podem aparecer aqui comentários de dar a mão à palmatória.
O segredo com que a C.M. Olhão tem agido neste caso, o desconhecimento geral da existência desta consulta pública e o tempo sonegado ao exercício deste direito de cidadania cria uma participação expectável reduzidíssima, o que não é de estranhar com estes democratas de papel instalados na edilidade.
O documento em apreciação, já o linquei no artigo anterior, mas a APOS também o colocou na net, num formato mais prático que pode ser acedido a partir daqui e criou um espaço para debate onde pode ir lá ter aqui .
Alterações:
Zona Histórica de Olhão
O que se entende por Zona Histórica (edificada) da Cidade de Olhão é indispensável explicitar, tanto mais que é variável a dimensão da área que abrange conforme a perspectiva que se aceitar.
Num sentido amplo é toda a cidade, tudo nela faz parte da sua história, até o presente que está a decorrer, num sentido muito restrito só estará incluído o que resta edificado, do núcleo populacional originário de Olhão e que nos reporta para 200 atrás.
Não é nenhuma destas ideias que permite fundamentar um PP consistente a permitir requalificar e conservar o Património Histórico mais significativo numa perspectiva dinâmica, e este deverá ser entendido como o conjunto dos aglomerados (bairros, arruamento, cercas, etc.) urbanos, edificações civis, de uso privado, comercial ou industrial e públicas do Estado ou Municipais, até à Rua, Largo ou Travessa representativos da História da gente desta cidade, porque a História é mesmo de pessoas que trata e neste caso de onde e como viveram e construíram os que aqui tem vivido, ao longo dos anos, desde a sua fundação/criação até ao período recente de maior pujança, que se poderá fixar aí pelos meados do séc.XX.
Este Património não está todo em monte, porque também não foi construído emparelhado e em fila, está geograficamente espalhado na actual Cidade e a delimitação não tem que obrigatoriamente ser um polígono, com o solo contíguo, e pode ter nichos afastados e descontínuos dentro da Cidade.  
Há edifícios na cidade que não estando qualificados ou ainda em vias disso mas que com todo o direito podem vir a sê-lo e que nada obsta que não sejam desde já incluídos na Zona de Intervenção, para que passem a gozar de proteção.
  
Delimitação da área de intervenção.
1-    A norte a delimitação deve passar para a frente sul da linha da CP, no troço R. 18 de Junho e a R. Almirante Reis, cobre uma área que correspondeu a um importante desenvolvimento urbano, reflexo duma melhoria substancial das condições de vida de certo operariado e outros trabalhadores ligados à indústria conserveira e actividades conexas e marca da 1ª intervenção significativa do município olhanense em termos de gestão e planeamento urbano e com forte inclusão dos elementos arquitectónicos tradicionais da parte mais velha da vila de então;
2-    Inclusão da actual Biblioteca Municipal de Olhão, instalada no que foi o Hospital de Olhão, propriedade da memória e indissociável dessa memória, a dos pescadores olhanenses, e também das outras gentes, pela sua qualidade e singularidade arquitectónica e beleza, assim como ao espaço envolvente particularmente a sul pois corre o perigo de ser por aí emparedado;
3-     Chalé Saias na R. Dâmaso da Encarnação, como representante e dos últimos de pé, da residência do industrial conserveiro olhanense dos tempos áureos de Olhão;
4-    Fábrica de conservas frente à bomba Cepsa, na Est. 125, único exemplar de edificação industrial das conservas, com o bairro operário anexo e anterior a 1950, que ainda está em perfeitas condições edificabilidade;
5-      Infantário M.ª Helena Rufino, na R. Dâmaso da Encarnação, edifício quase único em Portugal, no seu estilo arquitectónico, e mundialmente referenciado pelos especialistas.
 
 Núcleos com protecção especial no PP
 Nos “TRABALHOS E METODOGIA A CONSIDERAR” (p4) deve ser incluída a inventariação dos conjuntos construídos, homogéneos, e contínuos com alguma dimensão com as características típicas do cubismo olhanense, que terão  regras próprias com vista à conservação, manutenção das características próprias e torná-los auto-sustentáveis como núcleos urbanos residenciais e de lazer com actividade económica integrada na tipologia arquitectónica.
 Onde o cubismo olhanense seja entendido como foi definido pelo olhanense, Francisco Fernandes Lopes, que pode ser visto na internet em:  http://www.olhao.web.pt/Patrimonio/CubismoFFL.htm , mas que pode, resumidamente, ficar assim: casas, brancas,  pequenas e grandes, fechadas por um terraço-soteia, com parapeito alto, com acesso pelo quintal ou de dentro da própria casa e acabando numa “guarita”, em pangaio, sob o qual na face plana do topo que é um pequeno terraço, que tambem pode ter parapeitos formando então o chamado mirante onde sobre  este pode ainda aparecer novo mirante, o contra-mirante.   

 

e por enquanto fica por aqui.

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Sábado, 12 de Julho de 2008

A trapalhona aventura marítima ao Brasil de Francisco Leal

Olhão, 12 de Julho de 2008

 

Leitores, houve, que sobre o último post  manifestaram a sua concordância geral, com o aí escrito, mas um por email, discordou completamente, com a violência dos termos particularmente aquando d’ “A trapalhona aventura marítima de Francisco Leal em levar o Caíque ao Brasil é  uma  chafurdice  moral e intelectual….”.
Também para outros leitores que partilhem dessa opinião, julgo por bem explicar-me melhor, para os tentar convencer de como ainda fui bastante condescendente com a linguagem.
Esta de o “Caíque Bom Sucesso” ir ao Brasil, este ano, no âmbito das comemorações dos 200 anos, é como a história da “Nau Catrineta”:que  tem muito que contar, mas por razões vergonhosas e não abonatórias.
Tudo começou quando, a APOS, apresentou e divulgou, a 5 de Fevereiro de 2007, a Proposta de cruzeiro comemorativo do 2º centenário (1808-2008) da viagem marítima Algarve – Brasil…, onde para além dos objectivos não esquecia os recursos a mobilizar.
Um mês depois, 3 de Março, anuncia pela boca do seu presidente no decurso de uma palestra proferida por Adérito Vaz, com o vereador da cultura presente, João Peres, que já tinham sido encetados os contactos, positivos, com a Associação Nacional de Cruzeiros.
No seguinte dia 19, formaliza por escrito a proposta à Câmara, esta no mesmo dia faz um comunicado à imprensa, no barlavento online  ecoa a imaginação diletante do presidente da Câmara, “Esta viagem vai ser vivida novamente por um grupo de pescadores olhanenses, inserida nas comemorações oficiais que a Câmara Municipal de Olhão está já a programar.”, e já estava a ver «audazes» pescadores que teriam que ser mais malucos que AUDAZES na marinhagem de uma réplica de caíque sem condições de navegação à vela nem para ir além do Farol, quando conforme se soube hoje, na Palestra “O Caíque de Olhão”, o Sindicato dos Pescadores nunca foi contactado nesse sentido.
 
Francisco Leal avocava para si a iniciativa e a organização da viagem, e começa o princípio da macacada.
 
Em Maio, a 16, a Câmara recebe um relatório técnico, pedido pela APOS, sobre alterações indispensáveis ao caíque para se poder fazer à viagem.
Mas já no dia anterior, Abúndio Martins de Sousa, no jornal o Olhanense, deixava o alerta para a responsabilidade e empenhamento necessário para o projecto “RUMO AO BRASIL”, e vaticinava assim: «… certamente  o livro editado pela comissão será um precioso documento de estudo, análise e compreensão dos factos atinentes à iniciativa "Rumo ao Brasil"/2008. Nessa altura, já nenhum dos presentes, directa ou indirectamente participantes, figurará entre os vivos, mas a maneira como se configurou face à dinâmica do plano continuará latente, como um legado que fica para os netos,  uma espécie de condecoração de honra a encontrar nas páginas que verterão o testemunho. Mas também pode acontecer o contrário e a  compilação de factos a editar pela comissão será, para os vindouros,  motivo de...
                       Uma coisa é certa, a  História apenas concede duas vias e  não permite  simultaneidade de rumos: a  primeira é a via da honra, na continuação de factos praticados pelos antepassados (os mesmos que se pretende homenagear),   a segunda é  a antítese. Agora, cada  um que faça a sua opção.» .
 
 
Um ano depois, da entrega da proposta, a 5 de Fevereiro de 2008, Francisco Leal cagava para o ar à grande e à francesa, quando afirmava : «O primeiro interessado em que esta viagem se realize sou eu, pois ficarei na história como o presidente da Câmara que promoveu esta nova aventura»  , e «dava a garantia de que tudo está a ser feito para que a viagem se realize e que a comissão criada para impulsionar o projecto está a trabalhar nesse sentido.». Isto, em quanto, no mesmo artigo do algarve online era avançado: « A Associação de Valorização do Património Cultural e Ambiental de Olhão (APOS) não acredita que ainda seja possível levar adiante o projecto da viagem da réplica do caíque «Bom Sucesso» ao Brasil.
Em causa está, alegam, a inércia e falta de interesse da Câmara de Olhão em todo o processo.»
 
.
 
Para a APOS afirmar isto nem precisava de ir à bruxa, pois já só faltavam 152 dias para a anunciada partida. O caíque a criar caramujo e a viagem em sal moura.
Durante 12 meses o presidente da Câmara não mexeu uma palha no assunto, para além de ir alimentado com vagas considerações que tudo ia andando na melhor.
De um projecto consistente, exequível e sustentável, onde se procurava dar projecção e visibilidade a Olhão e ao bicentenário da sua criação, o presidente da Câmara transforma-o num chorrilho de promessas vagas, de ocultações e numa mentira de todo o tamanho: não teve sequer a intenção de alguma vez organizar a viagem.
Do assunto já não fala, não dá uma satisfação aos olhanenses, para ele, estes não merecem mais que o dever de ter que lhe pagar o ordenado e a obrigação de assistirem às homenagens com que se auto presenteia a propósito de tudo e nada como no dia 10, o dia da Freguesia de Olhão.
Na palestra com o Alm. Fonseca, o comandante convidado para capitanear a viagem, que hoje se realizou perante mais de meia centena de atentos ouvintes, ficou claro, no debate que se seguiu, que o caíque, ancorado no Bate Estacas (não neste, mas no outro), jamais poderia fazer a viagem conforme está. F. Leal, sabia-o claramente sabido desde o princípio e agiu ocultado o facto, chegando a falar, mesmo, como se a viagem estivesse eminente.
Meteu este simulacro de viagem dentro de um barrete maior: as comemorações oficiais dos 200 anos. Nomeou-se presidente de uma comissão de faz de contas para a organização das comemorações, que deixa passar o dia maior, o 16 de Junho, e não fez nada, e nem, o que possa arquitectar para outro dia, também emblemático como o 15 de Novembro, dia em 1808, em foi assinado o Alvará Régio da elevação de Olhão a Vila, que possa sair do conciliábulo enfadonho, retórico e elitista, óptimo para bater uma boa soneca conforme consta que estão a preparar.
Em democracia, os eleitos para os cargos de gestão da coisa pública tem obrigações, a sua actuação deve-se reger por princípios éticos e morais onde a lealdade, verdade, honradez a causa pública – o interesse geral, devem ser paradigmas e não um acessório decorativo para ornar a imagem pública, se não quebra-se a confiança .
No caso do caíque não foi isso que se verificou.
Foi uma chafurdice*.
 
* chafurdice nos dicionários: acto ou efeito de chafurdar;
chiqueiro.

 

publicado por Raul Coelho às 17:58
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Quarta-feira, 2 de Julho de 2008

Acabou o que não começou

Olhão, 2 de Julho de 2008

Acabaram as comemorações dos 200 anos da Vila de Olhão da Restauração, sem honra, sem brilho, nem coisa que o valha.
Assim mesmo sem tirar mas a pôr ainda mais.
Desde o dia 16 de Junho que ando a adiar o voltar a manifestar-me aqui sobre as comemorações por não encontrar palavras suficientemente comedidas para não ser malcriado.
Para alguma palavra mais forte peço desculpas porque queria dizê-la dez vezes mais acrimoniosa.
As comemorações organizadas pela Câmara foram uma MERDA.
Indignas para o significado que a efeméride tem para o povo olhanense. Para os olhanenses que mostraram tê-los no sítio há 200 anos e todos os outros de então para cá, mesmo que hoje pareçam ser poucos.
O dia 16 de Junho, que pressupunha ser o maior das comemorações, a edilidade, toda, mais a sua Comissão prás festas serviu um desfile quatro vezes requentado e um exemplo do mais acabado do que é abandalhoqueira na gestão autárquica de Olhão, 15 dias depois de inaugurada a Biblioteca ainda não fornece o cartão necessário para a utilização dos meios existentes pelos utentes e quando chegar está para saber se toda aquela traquitana informática funciona, ademais dos livros nem vê-los.
O trabalho do professor Felício e dos alunos da João da Rosa, mereciam melhor.
Nestes primeiros seis meses não houve, absolutamente nada, de digno, próprio e adequado que se possa dizer isto é comemorativo . Os restantes  seis e últimos,  devem ser do esquecimento do ano em que estamos.
A trapalhona aventura marítima de Francisco Leal em levar o Caíque ao Brasil é  uma  chafurdice  moral e intelectual e antítese do que José Agostinho de Macedo, em 1809 escrevia em  “O Novo Argonauta”:
Talvez ignore o frígido Tamisa,
                                E o Sena transformado em sangue e luto,
                                Que o Atlântico mar banhe a pequena
                                E mal sabida Olhão: he esta a pátria
                                Do novo heroe, do vencedor dos mares
                                Co’ as frágeis armas d’hum batel pequeno;
                                Cuja façanha audaz deixa esquecidos
                                De Américo, e Colombo o nome, e os feitos.
(citado daqui)
 
 
Talvez mais (?) capaz nas lides silvícolas do que para a administração da coisa municipal colocou Olhão completamente à deriva qual timoneiro sem timão nem leme no meio de borrasca.
A Câmara de Olhão não tem plano nem ideias para o desenvolvimento económico, para a criação de actividades produtivas e serviços que dêem trabalho de qualidade aos desempregados e aos mal pagos do concelho. Promete, a que preço, uns empregos sazonais para a zona da sua turística Marina.
Olhão não tem um plano nem ideias para a formação profissional da juventude e dos desqualificados. Deixa ao abandono e à mendicidade as largas centenas dos que necessitam de apoio e incentivo.
Olhão não tem um plano de desenvolvimento urbano consistente, que não crie assimetrias e persevere e qualifique os valores arquitectónicos identificadores do concelho. Cria zonas só para os ‘ricos’ e deixa degradar outras até á ruína para os pobres e ‘típicos’. Deixa a Barreta ruir. Destina uma área que deveria ser de fruição colectiva lúdico-cultural e desportiva, a Quinta de Marim, ao turismo elitista para satisfação de projectos bacocos de desenvolvimento e arrelvamento dos campos de trabalho de Estácio da Veiga.
 Olhão não tem um projecto de desenvolvimento e animação cultural que integre, que inclua a juventude e toda a população. Constrói com subsídios, comparticipações, com fundos perdidos e a perder autênticos monstros de deglutição do erário municipal: a Biblioteca, o Auditório, Museu o Centro de Inovação e Tecnologia, donde a população é excluída, (veja-se, novamente, o caso da Biblioteca onde muitos dos que já visitaram nem tão cedo lá voltam).
Em Olhão estamos mesmo na necessidade de ter que abrir o tampão do Caixote do Lixo da História.

 

publicado por Raul Coelho às 22:26
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Domingo, 29 de Junho de 2008

Feira do Livro de Olhão

Olhão, 29 de Junho de 2008

 

É sabido que o mercado livreiro em Olhão se resume ao Modelo e ao Cabrita da Clinar, o que somado é uma pobreza franciscana.
Ainda bem que este ano regressou donde não devia ter saído(vá lá sr. presidente não seja embirrento senão fica mal na fotografia), a Av. da República, faz-se uma visita e torna-se a dar mais de uma vista de olhos.
Olhão não é mercado para as grandes editoras dos best-sellers e dos autores mais sonantes ou da moda, mas vasculhando com paciência, sempre se encontra um livro de agrado, nem que seja o velho e grande Pantagruel para tirar receitas desenjoativas.
Encontrei e comprei “Até amanhã, meu filho” do olhanense António Macheira, para reler os breves contos que me deliciaram há mais de 30 anos e o 1.º volume,  o 2.º está esgotado, da "COROGRAFIA OU MEMÓRIA ECONÓMICA, ESTATÍSTICA E TOPOGRÁFICA DO REINO DO ALGARVE", assim mesmo com este comprimento todo e com a ‘ESTADISTICA' do original convertida em 'ESTATÍSTICA´, é uma edição fac-similada, o autor é João Batista da Silva Lopes que viu a 1.ª edição em 1841 saída da Typografia da Academia R. das Sciencias de Lisboa, mas já em 1837 o autor a concluíra. Olhão então Vila com menos de 30 anos vem lá. Quem a quiser ler ou consultá-la não precisa de me pedir emprestada pode fazê-lo aqui, sem a preocupação de devolver.
Comprei, também o “Dicionário do Falar Algarvio”, de Eduardo Brazão Gonçalves, algarvio conterrâneo do presidente Cavaco, com a curiosidade que suscita e o móbil de o cotejar com “Curiosidades da fala dos pescadores Olhanenses”, de António Henrique Cabrita para ver até que ponto os termos olhanenses foram adoptados no resto do Algarve, assim mesmo no resto.
Não disse, mas estas três obras foram editadas pela “Algarve em foco”.
Não comprei, mas fui presenteado com a “RESPOSTA BEM-HUMORADA AO PROFESSOR DOUTOR JOÃO FREIRE”,(EDIÇÕES SOTAVENTO) pelo autor, o sempre acrata Júlio Carrapato. Fiquei a saber do carreirismo político do anarco-A IDEIA João Freire e da Maria de Lurdes Rodrigues, essa mesmo: a ministra.
Eu ainda vou voltar à Feira do Livro.

 

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publicado por Raul Coelho às 09:51
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Terça-feira, 24 de Junho de 2008

Deus errou

Olhão, 24 de Junho de 2008

 

Quando Deus criou o mundo e andou a fazer a criação das espécies em sete dias enganou-se, só para a espécie humana devia ter dado um tempo mais dilatado e dedicado mais atenção para que a cada um fosse destinada uma função útil e adequada às suas capacidades.
É que criou uns exemplares que não abonam a favor do criador, que estorvam a harmonia e o bem-estar que deve reinar entre os seus pares.
E se não é pedir muito: pelo menos que os não enviasse para Olhão.
Os edis de Olhão mais o seu chefe (haverá excepção?) decididamente estão neste grupo.
Ignoram a principal razão da existência do cargo que ocupam: servir os cidadãos munícipes.
Inauguraram e abriram ao público uma biblioteca que passados oito dias não dispõe qualquer funcionalidade do que espaço de leitura dos jornais diários, o que qualquer café tem. Livros contam-se por quatro quarteirões mais um. Acesso á Internet e meios multimédia só com promessa para quinze dias depois da inscrição, o tempo que os serviços prometem que o cartão leva a estar pronto. Regulamento de funcionamento, nicles. Informação mínima sobre utilização dos serviços, nada, nem o horário de funcionamento.
Assim este novo edifício não passa de uma pato-bravisse.
O elemento humano, os utentes são ignorados.
Lição n.º 1: Deus errou no vereador da Cultura mais o seu chefe.
Lição n.º 2: (conclusão antecipada mas não menos certa): Deus errou com o vereador da Cultura mais o seu chefe, com a construção do Auditório Municipal, com os futuros: Centro da Inovação e Desenvolvimento e o Museu do Mar e da Ciência, porque o destino é o da Biblioteca. Já assim é com a Ecoteca / Museu João Lúcio, que até hoje não conseguiu ter um programa próprio de actividades e onde quase só à custa dos professores que levam para lá as suas crianças, mexe. Outra pato-bravisse.
Lição n.º 3: Invocam políticas locais de sustentabilidade mas só colocam o turismo e construção civil conexa  como paradigma do desenvolvimento para Olhão, quando  está perfeitamente identificado o calcanhar de Aquiles do Algarve: a mono actividade turismo. O dormitório e concelho pobre de rendimentos pessoais que Olhão é, precisa de actividades industriais e de serviços permanentes, como prioridade. Continua a cheirar e muito de pato-bravisse, e aqui do chefe, veja-se a zona ribeirinha que F. Leal não fala, e o destino da Quinta de Marim e a sua zona arqueológica pré-histórica. Aqui para alem de pato-bravisse também há muita bacoquice rústica.
Lição n.º 4: Tomam como seu o que não é deles. Não como os vulgares criminosos, que a esses Deus não se esqueceu pois deu instruções para os Estados criarem tribunais, mas como gestores da confiança que os eleitores lhes deram. Administram, gerem, fazem e desfazem sem dar contas, sem prestar informação, que não seja a cirúrgica e convenientemente por diligentes escribas (não me convenço que seja o caso: um, dois). São históricas as Assembleias Municipais com as respostas do chefe à solicitação de esclarecimentos. Tem um site cuja característica da maior parte dos links é direccionar para “em breve” e na 1ª página só estar actualizada a farmácia de serviço e a previsão do tempo, e nisto não são responsáveis, porque o habitual é velho para mais 15 dias, é só confirmar aqui, tem lá data (no fundo à dirt.) .
Lição n.º 5: Não partilho do conhecimento, com Deus, dos seus desígnios mas estou desconfiado que não vai aturar mais esta situação e que vai rever a criação para distribuir melhor a justiça.

 

publicado por Raul Coelho às 10:09
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Terça-feira, 19 de Fevereiro de 2008

serviço de Hotspot em Olhão

Olhão, 19 de Fevereiro de 2008

É recorrente e estafada a invocação da imprescindibilidade da ligação à Internet e comummente aceite os motivos.
É sabido que a Internet é cara, que a ligação fica em média por quase 30€, o que representa quase 10% do salário mínimo.
Todos os  Municípios tem criado sistemas de acesso público gratuito pelas mais diversas razões.
Olhão, como não podia deixar de ser também tem, assim como Alcoutim. Duas sedes de concelho diametralmente diferentes a nível de população mas com serviço de acesso à internet igual. Alcoutim, na matéria, está a passar um bigode a Olhão, em ambas o sistema que possuem permitem teoricamente até 15 utentes em simultâneo.
Amarante, cidade com  cerca de um terço dos habitantes da cidade de Olhão,  também tem. E tem é 250 utilizadores poderem estar simultâneamente ligados e dentro em breve serão 500.
Info-desconhecimento dos autarcas municipais olhanenses?
É apreciar o conteúdo normal do site da CMO.
 
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publicado por Raul Coelho às 19:57
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Quarta-feira, 13 de Fevereiro de 2008

afinal a demagogia vai sair mais barata

Olhão, 13 de Fevereiro de 2008

Não tiro nem uma vírgula ao que escrevi aqui a propósito do IRS que a CM Olhão ia prescindir, as contas foram feitas a 5% mas afinal ficaram a 2%.

É para dizer que a medida demagógica de F . Leal vai sair é mais barata.

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publicado por Raul Coelho às 16:11
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Quinta-feira, 31 de Janeiro de 2008

administração portuária larga mão

Olhão, 31 de Janeiro de 2008

Até que enfim a administração da zona ribeirinha de Olhão vai ser entregue à Câmara.

Francisco Leal em entrevista a propósito do assunto e das perspectivas que são abertas a determinada altura diz :

 Sobre o porto de pesca, o autarca acentuou que a médio prazo as edificações industriais e de apoio ali existentes "acabarão por desaparecer".

Quererá dizer  virão a ser desnecessárias porque o porto de pesca vai acabar?

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publicado por Raul Coelho às 14:17
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Quarta-feira, 28 de Novembro de 2007

o que propus para alterar aos Termos de Referência - Zona Histórica de Olhão

Olhão, 28 de Julho de 2008

Ex.mo Sr. Presidente
Da Câmara Municipal de Olhão

 

 

 
O signatário das propostas adiante apresentadas não pode deixar de começar por apresentar o protesto quanto ao tempo real disponibilizado para a consulta pública em que dos 20 dias úteis legais só 9 (nove) o foram efectivamente. A publicação do Aviso à consulta pública dos Termos de Referência só foi feita no jornal “Olhanense” do dia 15 de Julho, distribuído a 18, quando já tinha começado o prazo no dia 1 deste mês, quanto à afixação nos “lugares de costume” ainda hoje não estão à vista e não era disponível, no dia 22, na Sede da Junta de Freguesia de Olhão e até hoje, dia 28, às 9 horas o site da Câmara não ainda disponibilizado qualquer informação sobre este assunto.
Só isto condiciona, seriamente, a quantidade e qualidade da participação/colaboração pública na elaboração, do que irá ser o Plano de Pormenor de uma zona do concelho de Olhão que é sua mais importante referente: a Zona Histórica da Cidade de Olhão, que vai envolver e fazer depender as condições de vida e habitação de milhares de residentes sem que tenham tido a possibilidade de participar na definição dos princípios do instrumento legal, o Plano de Pormenor, da sua Cidade.
 
1 – Os “Termos de Referência” são omissos na definição de conceitos como: “Cidade de Olhão”, “Zona Histórica da Cidade de Olhão” e “cubismo”. O que deixa ao livre arbítrio de quem elaborar, que até pode ser uma empresa estranha e desconhecedora de Olhão, o projecto do PP e não ao que os
 
Órgãos Autárquicos, os técnicos, os estudiosos e os olhanenses entendem por tal.
1.1 – Cidade de Olhão, para este efeito, deve ser entendida como toda a área edificada contígua à Freguesia de Olhão, em que parte substancial dos moradores fazem ou necessitam da utilização de serviços de natureza económica, laboral, social, escolar e de cultura nesta freguesia para organização da sua vida normal que traço grosso modo no mapa 1, onde as Juntas de Freguesia de Quelfes e Pechão devem ser chamadas a participar na sua gestão com mais competências que as actuais.
1.2 – Zona Histórica da Cidade de Olhão
     O que se entende por Zona Histórica (edificada) da Cidade de Olhão é indispensável explicitar, tanto mais que é variável a dimensão da área que abrange conforme a perspectiva que se tomar.
 Num sentido amplo é toda a cidade, tudo nela faz parte da sua história, até ao presente que está a decorrer, num sentido muito restrito só estará incluído o que resta edificado, do núcleo populacional originário de Olhão e que nos reporta para 200 atrás.
Este Património não está todo em monte, porque também não foi construído emparelhado e em fila, está geograficamente espalhado na actual Cidade e a delimitação não tem que obrigatoriamente ser um polígono, com o solo contíguo, e pode ter nichos afastados e descontínuos dentro da Cidade.  
Em toda a Cidade há Património Histórico.
 
1.3    – “ Cubismo olhanense”, aquele que se encontra em grande número de edificações em Olhão, concebido como o Dr. Francisco Fernandes Lopes o definiu em vários escritos, cujos trechos mais significativos podem ser consultados na net em http://www.olhao.web.pt/Patrimonio/CubismoFFL.htm e que sinteticamente o signatário propõe por: casas, sempre e totalmente brancas,  pequenas e grandes, fechadas por um terraço-soteia, com parapeito alto, com acesso pelo quintal ou de dentro da própria casa e acabando numa “guarita”, em pangaio, sob o qual na face plana do topo, que é um pequeno terraço, e tendo parapeitos formam então o chamado mirante onde, sobre  este, pode ainda aparecer novo mirante, o contra-mirante, mais raramente ainda pode aparecer outro por cima, a chaminé é sempre cúbica e simples.
 
2 – Delimitação da Zona de Intervenção e edifícios isolados.
No mapa nº 2 apresento proposta para delimitação da Zona Histórica, a seguir descrevo o seu traçado e indico os edifícios com as suas zonas envolventes que devem ser incluídos para ficarem sob a protecção do PP.
2.1 – Descrição da Zona Histórica: tomando a Rua da Fábrica Velha, na Av. 5 de Outubro, e seguindo sempre por limite à esquerda, toma o Largo da Fábrica Velha e segue pela Rua Manuel Tomás Viegas Vaz até à Rua Mendonça Côrte Real, segue até à Av. da República donde toma a Rua 18 de Junho até à linha do caminho-de-ferro e pelo lado sul desta até à Rua Almirante Reis, nesta até virar e tomar a Rua Afonso Costa até à Rua Moinho da Barreta até ao fim, para seguir pela Rua Manuel de Arriaga, e chega à Av. 5 de Outubro, nesta até à Rua da Fábrica Velha, onde começou.
2.2 – Inclusão da actual Biblioteca Municipal de Olhão, instalada no que foi o Hospital de Olhão, propriedade da memória e indissociável dessa memória, a dos pescadores olhanenses, e também das outras gentes, pela sua qualidade, singularidade arquitectónica e beleza, assim como ao espaço envolvente particularmente a sul pois corre o perigo de ser por aí emparedado, convertendo-o em espaço de lazer, jardim público;
2.2 – Chalé Saias no R. Dâmaso da Encarnação, como representante e dos últimos de pé, da residência do industrial conserveiro olhanense dos tempos áureos de Olhão;
2.3 – A Fábrica de conservas frente à bomba Cepsa, na Est. 125, único exemplar de edificação industrial das conservas, com o bairro operário anexo, que ainda mantém as suas características originais;
2.4 – O Infantário M.ª Helena Rufino, na R. Dâmaso da Encarnação, edifício representativo do seu estilo arquitectónico a nível nacional, e internacionalmente referenciado pelos especialistas.
 
3 – Nos “TRABALHOS E METODOGIA A CONSIDERAR” (ponto 6) deve ser incluída a inventariação dos conjuntos construídos, homogéneos, e contínuos com alguma dimensão com as características típicas do cubismo olhanense, que terão regras próprias com vista à conservação, manutenção das características próprias e torná-los auto-sustentáveis como núcleos urbanos residenciais e de  lazer  com actividade económica integrada na tipologia arquitectónica tendo sempre e em primeiro lugar as pessoas.
3.1 – Considerar a criação da Zona especial da Barreta, de modo a viabilizar a sua reabilitação arquitectónica que respeitando o cubismo puro o conjugue com os requisitos de utilização para habitação e exercício de actividades económicas adequadas e viáveis.
 
     
4 – Criação de uma Comissão Consultiva de Acompanhamento à elaboração do Plano de Pormenor da Zona Histórica da Cidade de Olhão com começo de funcionamento no início da Fase 3 (Proposta do Plano) até ao fim da Fase 4 (Rectificações à Proposta do Plano), que competirá apresentar relatório de apreciação à proposta do Plano a ser divulgado com a abertura do período de consulta pública, constituída por 2 licenciados em História, 1 arquitecto e um engenheiro civil, não necessariamente de Olhão mas olhanensistas, que se identifiquem com Olhão, mas necessariamente desligados da CMO e da empresa que adjudicar a elaboração do Projecto do Plano e ainda 5 representantes escolhidos por outras tantas associações de cultura, de interesses social e económico, e sindical.
          
5 – os Prazos de Execução são obviamente diminutos, bem e depressa não há quem, o aumento em 30% do nº de dias em todas as fases é o mínimo desejável.
 
Seguem os mapas
 
Mapa 1
 
(pode clicar em cima do mapa para o ampliar) 
 
Mapa 2
(para o ampliar clique no mapa)

 
 
 
 
 
 
Olhão, 28 de Julho de 2008
 
________________________________________
Assinatura legível como sei fazer
 

 

publicado por Raul Coelho às 10:50
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Sábado, 24 de Novembro de 2007

a Câmara de Olhão quer prescindir do IRS

Olhão, 24 de Novembro de 2007

 

Francisco Leal, anunciou que vai propor que a Câmara M. de Olhão prescinda da sua parte do IRS, invocando razões que considera de sociais.
Já a Câmara de Alcoutim, também, recentemente aprovou igual medida em nome do combate ao despovoamento.
O edil de Olhão, pelas declarações, pretende “beneficiar” os “pescadores e estratos da população menos beneficiados”.
Vale a pena ver alguns números para ver se é assim.
(os números apresentados estão arredondados, para ver os exactos siga a hiperligação)
Em 2004 o número de habitantes em Olhão era de 40.000, é suposto que em 2007 sejam mais. Olhão, felizmente não sofre do problema de Alcoutim.
Em 2006 foram 17.500 as declarações de IRS no concelho de Olhão, ie . foi só este o número de contribuintes que teve um rendimento mínimo que os obrigou a declará-lo.
 
Estas declarações somaram um valor de IRS líquido de 19.400.000, €. Presume-se que em 2007 seja superior.
Deste valor a CMO tem 5 % , i.e 970.000€. Em 2008 será qualquer coisa como 1 milhão de euros.
Por aqui vê-se que no universo dos habitantes de Olhão há 17.500 “remediados”, “melhor remediados” e ricos e nos restantes 22.500 estão as crianças e os outros, cujo rendimento  é tão baixo que a voraz avidez fiscal não consegue encontrar coisa alguma a colectar.
F . Leal fundamenta a sua iniciativa com “ a realidade social do concelho, composta essencialmente por pescadores e estratos da população menos favorecidos, pretendendo assim beneficiar os seus munícipes aquando da dedução fiscal” . nada mais errado, não são estes os que beneficiam, estes infelizmente  não podem pagar.
Quem beneficia são aqueles que com maior ou menor dificuldade podem pagar a colecta e que ficariam contentes saberem que contribuiam com uma verba (1.000.000,00€) para, por exemplo, fins assistenciais à 3ª idade em Olhão.
Esta proposta, com a fundamentação de F . Leal, é simplesmente demagógica .
A não ser que o proponente se ache incompetente em gerir a verba.
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publicado por Raul Coelho às 08:01
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Segunda-feira, 19 de Novembro de 2007

a consulta pública do plano de urbanização dos pinheiros de Marim

Olhão,19 de Novembro de 2007

 

Acabou a fase de discussão pública do Plano de Pormenor de Ocupação Turístico-Cultural de Marim,  mas não é por isso que acabará o falatório, vendo bem será depois da aprovação  pela Assembleia  Municipal que é a altura dele começar.

A Câmara M. Olhão, fez o que legalmente é imposto, 22 dias úteis para consulta e discussão e até o que a lei não pede : pôs no site camarário a informação e acesso à discussão via net .

Se 22 dias são mais que insuficientes para o cidadão comum (e os olhanenses não são menos) conseguir digerir a documentação que engenheiros, arquitectos, gabinetes de urbanismo,..,  durante 10 anos levaram a elaborar.

O formato escolhido pela CMO para os internautas poderem consultar o Plano é que foi mesmo uma desgraça. Só alguns é que poderiam com facilidade consultar os documentos. Faltou um documento de síntese  do Plano que reunisse o essencial para que qualquer um pudesse ficar a saber o que de novo se propõe.

Então, o Mapa de Implantação, só em Faro, é que o poderia converter a papel ou, em alternativa era passar horas frente ao monitor no meio de  tracinhos e bolinhas.

De certeza que o esclarecimento e participações para a discussão pelo site da CMO foi nulo. Os responsáveis camarários não se colocaram no lugar do  internauta/utilizador/visitante .

Não é por acaso que no ranking nacional dos sites oficiais dos órgãos autárquicos o da CMO está nos últimos lugares. 

 

 

publicado por Raul Coelho às 18:15
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