para acompanhar os novos posts vá ao (novo) Bate Estacas na Blogger aqui

Domingo, 17 de Agosto de 2008

Congresso Histórico

Olhão, 17 de Agosto de 2008

 

Pelo site da Câmara de Olhão fiquei a saber do Congresso Histórico OLHÃO, O ALGARVE & PORTUGAL NO TEMPO DAS INVASÕES FRANCESAS, a ter lugar em Olhão nos dias 14, 15 e 16 de Novembro, reservado para investigadores e estudiosos, inserido nas Comemorações dos 200 anos da elevação de Olhão a Vila de Olhão da Restauração (1808-2008), os Profs.  Doutor António Rosa Mendes e Paulo Oliveira são os responsáveis científicos, a comissão organizadora essa é presidida pelo senhor Presidente da Câmara Municipal de Olhão, Eng. Francisco Leal.
Pelo que se fica logo a saber é que F. Leal lá conseguiu arranjar maneira de também ser congressista, ele não é investigador porque não tem tempo e dá muito trabalho, também não é estudioso de história, nem a isso é obrigado, porque nem a solução para os actuais problemas de Olhão e dos olhanenses ele estuda e tem a obrigação.
Aos da responsabilidade científica ninguém pode por em causa, logo pelo mérito dos académicos. A contextualização dos acontecimentos de 16 de Junho de 1808 em Olhão numa esfera mais ampla do que a nível local poderá de sobremaneira enriquecer a importância dos feitos olhanenses.
 Mas o Congresso é, também, para Rosa Mendes, um justificativo para as senhas de presença (só presença, porque,até agora, de obra nada) na Comissão camarária Organizadora das Comemorações dos 200 anos de Olhão.
Do local da realização do Congresso, a não ser que F. Leal faça surpresa, não consta o local, algures em Olhão, quando uma realização deste tipo seria o Auditório Municipal (pra inaugurar talvez lá prás eleições) o local adequado e condizente.
Sobre a data, 15 de Novembro, é aos 200 anos, em que o Regente assinou o Alvará Régio com que dava força de lei á vontade de sua Augusta Pessoa para que da publicação deste em diante se denomine Vila do Olhão da Restauração; e que tenha, e goze de todos os Privilégios, Liberdades, Franquezas, Honras e Izenções, de que gozam as Vilas mais Notáveis do Reino, não poderia ser melhor.
Tudo bem até aqui, esquecendo o que de menos bem, mas uma vez que não tem entrada os curiosos em coisas da história de Olhão e o público em geral, à comissão organizadora do Congresso ficava bem anunciar que as Comunicações seriam dadas a conhecer em edição papel e on-line e que pelo menos a sessão de encerramento seria aberta ao público.
Lembro isto aqui, porque estas comissões presididas pelo Eng. Leal costumam ser desmemoriadas, a dos 200 anos nem se lembrou de editar, nem apadrinhar, o esgotado, há anos, livro de Alberto Iria, A Invasão de Junot no Algarve, sem dúvida, a mais completa e importante obra, até hoje publicada, sobre os acontecimentos de há duzentos anos em Olhão e no Algarve e tem que ser uma associação cultural do concelho, não querida, ostracizada, por esta edilidade do amem, e sem recursos que sem senão os humanos, a APOS, que está (sei de fonte segura) a preparar essa edição.
Quanto a mim, não vou defraudar o Congresso, cá de fora, aqui, vou apresentar a minha opinião sobre alguns dos acontecimentos bicentenários e que vai ficar na história (sem estrelas) porque nem os investigadores, nem historiadores, nem os olhanenses em geral vão estar de acordo comigo.
Fica para a próxima.
 

acrescentado no dia 6 de Setembro de 2008

Pela importância de 2 comentários, neste post, com a informação que fornecem sobre o Congresso, prestadas pelo seu responsável científico Prof. Dr. A. Rosa Mendes e por estarem um pouco escondidas, trago-os para aqui:

1º comentário:

De António Rosa Mendes a 6 de Setembro de 2008 às 02:26
Só agora vi este post, daí a minha demora em reagir indignadamente à aleivosia com que ele me pretende atingir.
Devo esclarecer de uma vez e definitivamente - porque já o fiz mais de uma vez, mas parece que há quem não queira escutar - que não recebo nada,nada, absolutamente nada pela minha colaboração nas comemorações do 2.º Centenário. A minha colaboração é inteiramente gratuita e desinteressada - do ponto de vista material, porque do ponto de vista moral tenho o maior interesse na colaboração que presto.
Não sei onde é que o autor do post colheu essa informação (se calhar não colheu em lado nenhum, inventou) das senhas de presença. Eu nunca recebi nenhuma, nem jamais tal aceitaria. Espero pois que tenha a honradez de desmentir imediatamente essa afirmação, no mínimo, infeliz, para não dizer provocatória.
Já agora, cumpre-me esclarecer mais. A minha colaboração nas comemorações respeita ao domínio científico e académico. Foi nesse âmbito que colaborei como consultor na exposição que se encontra no Museu Municipal; e que preparei uma edição, a primeira que se fez autonomamente, do Manuscrito de João da Rosa, com leitura actualizada e um estudo introdutório - o que, já agora adianto, muito trabalho me custou (sei que essa edição esgotou rapidamente, mas também sei que está em curso uma ampla reimpressão, para a qual juntei anotações a fim de facilitar a leitura).
Quanto ao Congresso, efectivamente foi minha a sugestão e a disponibilidade para assegurar,com um colega meu, a direcção científica do mesmo - que assim se faz em todos os Congressos que queiram ter credibilidade. Já convidei pessoalmente, e eles aceitaram participar, personalidades distintas do meio académico. Mas atenção: ao contrário do que insinua o autor do post, o Congresso está aberto a todos - a todos os estudiosos que o pretendam, sem excepções; em lugar algum se diz que têm obrigatoriamente de ser investigadores, possuir títulos ou qualquer outro requisito do género; basta submeterem à Comissão Científica uma proposta de comunicação; evidentemente que será aceite, a menos que não tenha o mínimo de qualidade. E depois, preparar um Congresso destes dá muito trabalho, mas posso garantir ao autor do post que nem eu nem nenhum dos meus colegas recebemos um cêntimo sequer.
Espero que este assunto dos dinheiros fique definitivamente arrumado. E que, insisto, o autor do post corrija o que afirmou. Críticas à Comissão, críticas a mim enquanto membro dela, etc, aceito todas. Mas atenção e que fique claro:NÃO RECEBI, NÃO RECEBO E NÃO RECEBEREI um cêntimo sequer.

António Rosa Mendes
 
2º comentário:
De António Rosa Mendes a 6 de Setembro de 2008 às 14:54
Permito-me ainda uma apostila ao que deixei dito acima:
Primeiro, para reforçar que todos os "curiosos" (para usar a linguagem do autor do post) na história de Olhão serão muito bem vindos ao Congresso. Aliás, o anúncio público foi redigido exactamente para os convidar, só que nele usei a palavra "estudiosos" (e sei que existem muitos e que o fazem por curiosidade histórica - mas isso não faz deles depreciativamente meros "curiosos" - e também por genuíno amor a Olhão); para os convidar, sublinho, a apresentar as suas comunicações, as quais, reitero, serão muito bem vindas. Por outro lado, a temática do Congresso, como se vê pelo título do mesmo - "Olhão, o Algarve e Portugal no Tempo das Invasões Francesas" - não se circunscreve aos acontecimentos ocorridos em Olhão, os quais são indissociáveis do que se passou no Algarve, em Portugal e, atè, em toda a Península Ibérica. Portanto, o tema do Congresso é suficientemente abrangente para acolher as mais diversas comunicações - sendo que aquelas que respeitarem especificamente a Olhão terão a primazia. No fundo, o que se pretende com este Congresso, além de aumentar o conhecimento, é divulgar o sempre tão esquecido mas primordial papel que Olhão teve no levantamente contra os invasores. Divulgar esse papel por todo o país, até porque a historiografia dominante arruma o assunto na breve referência de uma linha, por vezes em nota de rodapé.É em função desse objectivo que se pretende trazer a Olhão investigadores de fora e académicos de relevo, em conjunto com os investigadores e estudiosos locais e regionais.
Por último, o autor do post, não sei por que bulas, já decretou que as sessões do Congresso serão restritas aos participantes. (Deve ter ido buscar essa ideia à mesma fonte que lhe soprou a informação de que eu recebia senhas de presença...) Mas essa é mais uma ideia estapafúrdia: todo o Congresso, todas as sessões serão abertos ao público - e quanto mais público, melhor, melhor para o conhecimento histórico e melhor para o Olhão. E, se é certo que ninguém recebe senhas de presença, não é menos certo que ninguém paga seja o que for.
Repito por último que presto estas informações enquanto responsável científico pelo Congresso. As questões de logística (local, etc.) não são da minha competência.
 

Claro que irei responder ao Rosa Mendes quanto à interpretação e considerações que fez do meu post supra.
rc

 colocado aqui no dia 7 de Setembro de 2008, às 15h50

resposta:
Antes que tudo um esclarecimento, não me move qualquer animosidade para com A. Rosa Mendes, bem pelo contrário, tenho elevada estima e consideração pessoal e admiração pela carreira profissional, as minhas palavras só podem ser lidas no campo da opinião e das ideias e nunca no do ataque pessoal, porque é contra os meus princípios e, já não tenho idade para isso. Agradeço que não seja lida qualquer palavra de hostilidade.
O Sr. A.R.M não precisava ficar tão abespinhado com o “assunto dos dinheiros”, bastava dizer sua participação em tudo o que tem com as comemorações dos 200 anos não recebe senhas de presença nem tem outro proveito monetário e o valor da sua palavra é tanto que é mais que suficiente para atestar o seu desinteresse material que ninguém porá em causa.
Nem v. pode ver perfídia quando digo “Mas o Congresso é, também, para Rosa Mendes, um justificativo para as senhas de presença (só presença, porque, até agora,  de obra nada) na Comissão camarária Organizadora das Comemorações dos 200 anos de Olhão.”, porque o Sr. faz parte desta comissão que não é nenhuma comissão de honra das festas da paróquia, o Sr. sabe bem até pela sua experiência autárquica em VRSA, que nestas comissões quem não vence já pela câmara recebe a título de compensação pelas despesas pessoais e gastos que esta participação envolve pelo que o que inferi e escrevi é perfeitamente legítimo, não inventei, poderei ter abusado ao ter generalizado.
E afirmo, A. Rosa Mendes NÃO RECEBEU, NÃO RECEBE E NÃO RECEBERÁ um cêntimo sequer da sua participação das comemorações dos 200 anos de Olhão.
Quanto à estapafúrdica bula que cinge os participantes aos estudiosos e investigadores tomei conhecimento aqui:
  
exactamente do cartaz que anuncia o Congresso, fica identificada a origem do remetente.
Mas ainda bem que o Sr. deixa bem claro que o Congresso é aberto ao público, curioso insisto eu, então se não é curioso, é o quê?
Não é estudioso, não é investigador, porque esses participam no Congresso com Comunicações e o outro o anónimo participa com a sua curiosidade em saber, em aprender.
 Não sou eu que digo (no cartaz?): “..só que nele usei a palavra "estudiosos" (e sei que existem muitos e que o fazem por curiosidade histórica - mas isso não faz deles depreciativamente meros "curiosos" -…”, para a próxima eu é que já não lhes chamo de curiosos, passam a ser bisbilhoteiros.
Quando escrevo sobre a necessidade de apresentar trabalho “porque até agora obra nada”, o Sr. reconhece implicitamente que a feita não deu para ser conhecida, a edição do Manuscrito de João da Rosa se esgotou rapidamente, e agora invento eu, em distribuição interna pelos compadres camarários, tanto assim que até vai ter uma impressão mais ampla. A sua consultoria na Exposição dos 200 anos, não é visível, ela é um depósito catacumbíco de objectos inanimados, também ninguém estaria á espera que o Sr. fosse o Marcel Marceau, mas desde o velhinho papel impresso para informar de cada peça e da sua contextualização até aos modernos meios audiovisuais poder-se-ia ter feito muito melhor e digno.
Mas o Congresso Histórico de Olhão de que o Rosa Mendes teve a ideia já começou a ter as suas consequências, posso dizê-lo, já conseguiu despertar (re_) em Olhão o interesse pelo estudo e divulgação da história de Olhão, é exemplo disso o nado Núcleo de História da APOS, que começa a dar sinais e para o qual o Sr. pode dar uma prestimosa quão necessária colaboração nestes primeiros passos e por aí adiante.
Está convidado, a porta está escancaradamente aberta.
Já agora, a talhe de foice aproveito, como membro do Núcleo, para divulgar os caminhos para se chegar lá:
Na net, em : http://projectoho.blogs.sapo.pt/   e http://olhaocomhistoria.blogs.sapo.pt/
Por email: aposvideos@gmail.com
Na sede e por correio postal, na:
 APOS  -  R. Dr. Miguel Bombarda, nº 47, 8700-503 Olhão
 

colocado aqui no dia 8 de Setembro de 2008, 21h

Assunto encerrado


De António Rosa Mendes a 8 de Setembro de 2008 às 02:21
Só duas breves palavras para dar por encerrado o assunto:

Fiquei efectivamente "abespinhado" com a questão dos dinheiros. E não era para ficar? O modo como a coisa foi insinuada ofendeu-me num ponto em que sou - sempre fui - muito melindroso. Esclareci, desde a primeira hora, que não auferiria nenhuma compensação financeira pela minha colaboração. Isso não me dá por si nenhuma superioridade moral, que não reivindico; mas há coisas que não se fazem por dinheiro, e esta é uma delas. Por outro lado, o facto de existir uma "Comissão" não autoriza ninguém a inferir que os componentes da mesma recebem senhas de presença. Se é prática corrente nas autarquias, não sei; por mim, só sei que quando fui autarca (há muitos anos!), vereadores e deputados municipais as recebiam; eu também as recebi, embora as não embolsasse, porque as entregava ao partido pelo qual fora eleito. Mas isso não interessa ao caso; o que interessa é que não se devem fazer insinuações; porque o RC tem de admitir que afirmar que eu, com o Congresso, só quero justificar as senhas que recebo, é o mesmo que dizer que não passo de um aproveitador que quer arredondar o orçamento à custa dos dinheiros públicos. Reputei tal afirmação caluniosa; o RC já negou tal intenção e corrigiu o tiro: ponho uma pedra sobre o assunto.

Ainda quanto ao Congresso. Deposito legítimas esperanças de que seja um excelente fórum de debate e uma oportunidade não menos excelente para projectar Olhão. O texto, citado por RC, do cartaz parece-me meridianamente claro: a participação está aberta a todos os estudiosos e investigadores que o solicitem. Na economia de um cartaz, isto é dizer tudo em pouco, e até talvez de mais. Quem, senão estudiosos e investigadores, poderia apresentar comunicações? O estapafúrdio reside na interpretação de que tais comunicações se destinassem exclusivamente aos mesmos investigadores e estudiosos. Não, evidentemente que não: destinam-se a toda a gente, e a quanto mais gente melhor. Que o Congresso venha a ser um memorável e proveitoso ensejo para profundar e enriquecer a história de Olhão - tal é, repito, o meu maior desejo.

E claro que reputo fundamental a participação da APOS. Saúdo vivamente os blogues que a propósito e recentemente foram criados. Enviarei já a minha colaboração, com o texto da comunicação que apresentei em 9 de Novembro passado no Congresso sobre a Guerra da Independência realizado na FCGulbenkian, e que resume a minha interpretação do levantamento popular de Olhão em Junho de 1808, a qual desenvolvo no livro que estou a ultimar e que já aqui tinha anunciado: "Olhão fez-se a si próprio".

Uma última palavra (afinal não foram só duas, quando se começa nunca se deve prometer brevidade). Não concordo com RC na apreciação que faz da exposição patente no Museu Municipal. Como escreveu no sítio da APOS o seu presidente, dr. Paula Brito, pela primeira vez são mostradas aos olhanenses peças que lhes andavam sonegadas. A exposição parece pobre, mas reuniu, com muito esforço da comissária, tudo quanto se pôde apurar. Além disso, tem legibilidade e dignidade. Quanto ao Manuscrito de João da Rosa - um testemunho notabilíssimo e de primeiríssima importância -, nunca os leitores comuns tiveram a ele acesso, a não ser agora que foi vertido em linguagem actualizada e ao alcance de todos; a edição esgotou logo, é certo, mas vai sair uma reedição para ser distribuída profusamente e além disso anotada para facilitar a leitura e a compreensão.

Enfim, já fui seguramente demasiado prolixo neste comentário. Peço desculpa e agradeço a paciência e o acolhimento. Muito boa noite.
publicado por Raul Coelho às 23:57
link do post | comentar | favorito
3 comentários:
De Mário Osny Rosa a 6 de Setembro de 2008 às 17:15
Poetas Advogados
Nasceu em Dona Luiza de Ituporanga, em 1934.

- Estudou na Escola Isolada Dona Luiza até o terceiro ano primário e fez o quarto ano em Santo António de Ituporanga;
- autodidata até os 45 anos, idade com que completou no supletivo o colegial e científico;
- em 1983 concluiu o Curso de Ciências Contábeis, na Universidade do Contestado;
- em 1989 concluiu o curso de Direito Tributário, na Universidade Federal de Santa Catarina.
De 1984 a 2004 trabalhou como Pesquisador e Contador na Advocacia Geral da União em Florianópolis.





Estou a tentar que pode ajudar me nessa busca, encontrei uma Escola na cidade de Olhão que tem o nome de meu bisavô João da Rosa, teria algum amigi no Blog Bate Estacas ou algum leitor dessa cidade que pudesse fazer uma pesquisa sobre João da Rosa e enviar para o meu e-mail morja@intergate.com.br, com os seguinte dados: Se essa Pessoa emigrou para o Brasil e em que ano?
Ou uma biografia do mesmo, ficaria grato pela ajuda.

Mário Osny Rosa


De António Rosa Mendes a 8 de Setembro de 2008 às 02:21
Só duas breves palavras para dar por encerrado o assunto:

Fiquei efectivamente "abespinhado" com a questão dos dinheiros. E não era para ficar? O modo como a coisa foi insinuada ofendeu-me num ponto em que sou - sempre fui - muito melindroso. Esclareci, desde a primeira hora, que não auferiria nenhuma compensação financeira pela minha colaboração. Isso não me dá por si nenhuma superioridade moral, que não reivindico; mas há coisas que não se fazem por dinheiro, e esta é uma delas. Por outro lado, o facto de existir uma "Comissão" não autoriza ninguém a inferir que os componentes da mesma recebem senhas de presença. Se é prática corrente nas autarquias, não sei; por mim, só sei que quando fui autarca (há muitos anos!), vereadores e deputados municipais as recebiam; eu também as recebi, embora as não embolsasse, porque as entregava ao partido pelo qual fora eleito. Mas isso não interessa ao caso; o que interessa é que não se devem fazer insinuações; porque o RC tem de admitir que afirmar que eu, com o Congresso, só quero justificar as senhas que recebo, é o mesmo que dizer que não passo de um aproveitador que quer arredondar o orçamento à custa dos dinheiros públicos. Reputei tal afirmação caluniosa; o RC já negou tal intenção e corrigiu o tiro: ponho uma pedra sobre o assunto.

Ainda quanto ao Congresso. Deposito legítimas esperanças de que seja um excelente fórum de debate e uma oportunidade não menos excelente para projectar Olhão. O texto, citado por RC, do cartaz parece-me meridianamente claro: a participação está aberta a todos os estudiosos e investigadores que o solicitem. Na economia de um cartaz, isto é dizer tudo em pouco, e até talvez de mais. Quem, senão estudiosos e investigadores, poderia apresentar comunicações? O estapafúrdio reside na interpretação de que tais comunicações se destinassem exclusivamente aos mesmos investigadores e estudiosos. Não, evidentemente que não: destinam-se a toda a gente, e a quanto mais gente melhor. Que o Congresso venha a ser um memorável e proveitoso ensejo para profundar e enriquecer a história de Olhão - tal é, repito, o meu maior desejo.

E claro que reputo fundamental a participação da APOS. Saúdo vivamente os blogues que a propósito e recentemente foram criados. Enviarei já a minha colaboração, com o texto da comunicação que apresentei em 9 de Novembro passado no Congresso sobre a Guerra da Independência realizado na FCGulbenkian, e que resume a minha interpretação do levantamento popular de Olhão em Junho de 1808, a qual desenvolvo no livro que estou a ultimar e que já aqui tinha anunciado: "Olhão fez-se a si próprio".

Uma última palavra (afinal não foram só duas, quando se começa nunca se deve prometer brevidade). Não concordo com RC na apreciação que faz da exposição patente no Museu Municipal. Como escreveu no sítio da APOS o seu presidente, dr. Paula Brito, pela primeira vez são mostradas aos olhanenses peças que lhes andavam sonegadas. A exposição parece pobre, mas reuniu, com muito esforço da comissária, tudo quanto se pôde apurar. Além disso, tem legibilidade e dignidade. Quanto ao Manuscrito de João da Rosa - um testemunho notabilíssimo e de primeiríssima importância -, nunca os leitores comuns tiveram a ele acesso, a não ser agora que foi vertido em linguagem actualizada e ao alcance de todos; a edição esgotou logo, é certo, mas vai sair uma reedição para ser distribuída profusamente e além disso anotada para facilitar a leitura e a compreensão.

Enfim, já fui seguramente demasiado prolixo neste comentário. Peço desculpa e agradeço a paciência e o acolhimento. Muito boa noite.


De jtc a 11 de Setembro de 2008 às 00:03
O livro de Alberto Iria, A Invasão de Junot no Algarve foi reeditado há poucos anos. Trata-se de Reedição facsimilada.
Encontra-se à venda em algumas livrarias. Por exemplo aqui http://www.letralivre.com/catalogo/detalhes_produto.php?id=65801
JTC


Comentar artigo

google-site-verification: google607e9867b28dd3d1.html


Raul Coelho

o meu canal de vídeo

para acompanhar os novos posts vá ao (novo) Bate Estacas na Blogger aqui

.os autores

.os últimos 10 artigos

. ...

. cidadania - activismo

. ...

. o que podemos esperar est...

. as variantes da 125 em Ol...

. Porta Sim Porta Não

. Ganhos destes e maiores e...

. distribuição da ajuda ali...

. mudei de casa

. água, o que fazemos dela

.a memória do blog

.por temas

. "200 anos"(10)

. "a semana"(3)

. "pinóquio"(27)

. (novo) bate estacas(7)

. ad hoc(30)

. ambiente(3)

. autárquicas2009(11)

. biblioteca(4)

. blog antigo(1)

. cidadania(9)

. história(4)

. museu(4)

. olhao(14)

. património(12)

. requalificação(12)

. ria formosa(3)

. transparência(17)

. urbanismo património(7)

. todas as tags





Fórum olhão ponto org

 

 

 

 

.pesquisar